terça-feira, 25 de julho de 2017

Perder e ganhar é desporto

 
Hei-de ter outros dons, que não a capacidade, e elegância atlética, (pelo menos assim espero).
 
E como diria o professor Pereira, "perder e ganhar é desporto".
 
Pelo menos diverti-me e disfrutei de uma bela paisagem (esta é a parte em que tento esquecer a falta de habilidade).
 
 
 

Qual a diferença entre 65 e 64?

Enquanto o país continua a arder, a malta continua preocupada em saber se afinal foram 65 ou 64 os mortos no incêndio de Pedrógão Grande e muito chateada por deixar de ver os comandantes dos bombeiros, debaixo de montes de jornalistas, a comentar as tragédias tendo o fogo como pano de fundo.

Não sei que vos parece, mas a mim só me ocorre a imagem de pequenez e desprotecção. Não há ideias construtivas, não há acções positivas. De lado nenhum, diga-se.

Desde Pedrógão nada mudou, parece-me. Tirando as pedras lançadas de lado para lado. E isto entristece-me. Muito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A relação laboral e os trabalhadores sobreviventes de cancro

Para uma jurista amante de direito do trabalho, e simultaneamente sobrevivente de cancro, o tema que escolhi como título deste post é apaixonante.

A doutrina começa finalmente a tratá-lo com  passos pequeninos, numa altura em que os sobreviventes são em cada vez maior número (hip hip urra) e, consequentemente, aumenta o risco de discriminação.

Estando numa fase em que não nego elogios e agradecimentos (o que faz ser sobrevivente), tive a alegria de agradecer pessoalmente à professora Milena Rouxinol, pelo estudo da temática no qual está a ter em conta um facto muito fácil de compreender. O trabalho é, em muitos casos, uma espécie de terapia.

Há quem trabalhe durante a quimio, há quem queira regressar ao trabalho logo que termina os tratamentos. Trabalhar não só permite que percamos tempo a alimentar minhoquices na cabeça como nos faz sentir vivos e normais.

A nossa legislação já proíbe a discriminação no trabalho, mesmo sem falar em cancro, mas não está de facto preparada para dar resposta a questões práticas do dia a dia.

Imaginem um simples exemplo de ordem prática, que tantas vezes sucede. Um sobrevivente que está apto para o trabalho mas tem de faltar ao mesmo 2 vezes por mês, para análises e tratamento. Quem paga esses dois dias de trabalho, 22 num ano?

Não será isto uma forma de discriminação?


Vejam ESTA entrevista. Um tema do futuro, de facto.

A Leonor vota pela continuidade

Assistir ao 1.º gargalhar, 1.ª papa, 1.º passo, entrada na escola (...) é maravilhoso. Olhar para aqueles 5 réis de gente que gerámos e vê-los crescer não tem descrição. Perceber a personalidade que neles se forma, então é mágico.
A Tita começou a aperceber-se que a foto do presidente da "cambra" e outros senhores está afixada em todo o lado e começou a questionar-se sobre o porquê do fenómeno.
Tentei explicar-lhe o que vai acontecer em Outubro e foi quando a Leonor começou a fazer a sua avaliação do trabalho feito no município e freguesia, explicando que se a deixassem votar escolheria os actuais presidentes.
Na sua percepção (e palavras) têm feito um bom trabalho. Ao nível mais local, lá disse que acha a presidente "muito empenhada e trabalhadora".
Já tem consciência cívica a minha mais velha.

domingo, 23 de julho de 2017