terça-feira, 26 de setembro de 2017

Desafio-vos

Hoje resolvi desafiar quem me lê a tentar resolver uma ficha de matemática do terceiro ano, sem colocar em causa a sua capacidade de raciocínio.
Aproveito para pedir,  aos pais que já passaram por lá, que me digam quantas vezes esperaram pelo final do dia seguinte para perguntar aos meninos se as respostas estavam todas certas.
Já agora, voto num manual com soluções de acesso restrito aos papás.

sábado, 23 de setembro de 2017

É bonito, pá!

Sair e cruzar-me com sorrisos, até  agora, desconhecidos; ouvir a mistura de slogans emitidos pelos altifalantes de carros circulando em direcções literalmente opostas; as tricas dos compadres, de fazer inveja às melhores novelas mexicanas. Tudo um mundo que vibra de forma diferente.
É bonito, pá! Estes tempos vão deixar saudades.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Memória afectiva e memória musical, essas resistentes

No meu último post , dizia que o Alzheimer não mata a capacidade de receber Amor. Fiz esta afirmação com base em conhecimento empírico, fruto do contacto próximo que tenho com vários pacientes.

Muitas vezes me dizem que gostariam de visitar a minha avó, mas têm medo de não ser reconhecidos.

E, com elevadíssima, probabilidade será isso que acontecerá. Da mesma forma que, muitas vezes, não nos reconhece a nós, filhos e netos, mas o sorriso que devolve quando nos vê é inequívoco quanto à sua memória afectiva. Isso vos garanto.

Da mesma forma, ficamos encantados ao vê-la cantarolar músicas antigas, ainda que com letras mais ou menos "aldabradas".


A evidência destas conclusões consta deste ternurento vídeo.


Conclusão, quem recebe manifestações de afecto e cantarola seus males espanta.






quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Alzheimer

Não podia ir dormir  sem fazer uma referência ao Alzheimer, naquele que é o seu dia mundial.
Esta doença, a mais frequente forma de demência, toma conta da memória e corpo dos pacientes que progressivamente vão perdendo as faculdades mais básicas. Para as famílias é das provas mais duras que conheço. O desconhecimento e a falta de estruturas de suporte são lacunas que urge preencher. A sensação de impotência ao assistir à degradação dos mais queridos provoca uma dor dilacerante. Mas há uma coisa que o Alzheimer não mata, a capacidade de receber Amor. O paciente até pode não nos reconhecer, mas consegue sentir quando está perante alguém que o ama. E falo com conhecimento de causa.  Seria importante que todos nós nos informassemos sobre esta realidade e acarinhassemos pacientes e cuidadores, tantas vezes injustiçados por julgamentos populares de quem está longe de saber o que diz. A todos os cuidadores expresso a minha profunda admiração.

Mudança de género - toda a gente sabe que aos 16 anos mandam os sentimentos

Ao ler sobre a proposta de lei do BE relativamente à mudança de género, a pergunta que me ocorreu foi "mas cabe na cabeça de alguém que um miúdo de 16 anos, com base em sentimentos, tenha autodeterminação para este tipo de decisão?".

Depois caí na real e percebe que sempre que se começa uma frase assim é porque, efectivamente, a ideia passou pela cabeça de alguém.

E toda a gente sabe que, aos 16 anos, os sentimentos mandam e são naturamente imutáveis (só que não, diriam as minhas filhas)

Vale a pena ler ESTE post do Filipe de Avillez, que escalpeliza muito bem o documento


Interessante também ESTA entrevista, que aborda o (falso) feminismo e as consequências que estas lutas podem produzir nas crianças (NOTA - trata-se de alguém que se assume como lésbica)