quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sou feliz agora

Sentei-a ao meu colo para falarmos sobre o nosso dia. Contou-me que, na escola, tinham falado sobre sentimentos. "Feliz, triste,zangada".
Perguntei-lhe o que a fazia sentir-se feliz e respondeu numa só palavra "agora".
A minha bebé sente-se feliz no colinho da mãe. Ela, que nunca gostou de ser embalada. E eu senti-me a pessoa mais felizarda ao cimo da terra. O que pode ser melhor do que sentir felicidade "agora"?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Provincianismo

Provinciana que sou, tive de ir ao Porto para acertar num dermatologista que, ironia so destino, é de Aveiro onde também dá consultas.
Podia pois falar com conhecimento de causa sobre o provincianismo que é  desvalorizar o que temos à porta por achar que nas grandes metrópoles é que é. Acho o máximo o povinho que gosta de pagar grandes contas de honorários a profissionais só pela imagem que eles criaram, ignorando a qualidade dos da terra. Só  porque são da terra.
E muito teria a dizer, mas nunca chegaria à qualidade da prosa do meu Amigo André Lamas Leite, mais um dos prodigiosos alunos que passaram pela ESAS (outro grande é  o grande letrista Miguel Araújo ).
ESTE brilhante texto resume tudo.

A importância de fechar a torneira

Os lindos dias de sol outonal (hoje escondido) que nos deleitam ultimamente têm como reverso a preocupante seca severa que o país atravessa.

Faço aqui o meu MEA CULPA e confesso que a poupança de água é algo à qual inicialmente só dava atenção (e não a devida) por questões económicas.

- deixar a torneira aberta enquanto lavava os dentes
- lavar a loiça debaixo de água corrente
- demorar tempos infindos no duche

(....)

São inúmeros os exemplos dos meus erros que, cada vez mais, procuro evitar mas com muita dificuldade. Encurtar o duche, então, mata-me.

Bem sei que o maior gasto de água não ocorre nas nossas actividades do dia a dia mas a verdade é que se somarmos toda a água gasta diariamente em nossa casa, ficaremos de cabelo em pé.

Eu, pelo menos, fiquei ao consultar o microsite do programa "Feche a Torneira" que podem consultar
 AQUI


Estando em causa o nosso futuro o qual, certamente, vale muito mais que a nossa carteira. Há que ponderar seriamente uma mudança de hábitos.

Vamos lá fechar a torneira.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Os professores da minha vida

Fui aluna do ensino público e do ensino privado.

Tive excelentes professores e, curiosamente ou não, os que me marcaram para a vida enquanto cidadã eram do ensino público.

Tive outros cuja cara ou nome nem sequer retive, por terem passado despercebidos. Maus professores também constam do meu CV.

Nada de muito diferente da história de cada um daqueles que ler este post certamente.

Tenho o maior dos respeitos pelos professores e a imensa felicidade de ver que, até ao momento e na sua breve história de vida, as minhas crias têm tido a sorte de se cruzar com excelentes educadoras e professores. Também no caso delas, quer no sector privado quer no sector público.

Percebo muitas das queixas dos professores e apoio as suas reivindicações mas não posso deixar de subscrever a crónica do João Miguel Tavares

Não há professores. Cada professor é um professor.

Que me perdoe quem pensa o contrário, mas a antiguidade por si não pode ser um posto e o mérito deve ser dado a quem o tem, sob pena até de injustiçar aqueles que o têm em maior grau.

Não é à toa que no sector privado, as partes da contratação colectiva têm vindo a acabar com as diuturnidades.

Digo eu.



Hoje vou falar-vos da Ana Paula




Talvez o voluntariado seja um monte de tretas. Foi este título chamativo  que me levou a clicar, ler a crónica do João Brites e lembrar-me da Ana Paula.
A Ana Paula tem a minha idade e duas lindas meninas.
Todos os sábados à tarde, faça sol ou chuva, a Ana Paula vai até a um lar de idosos e dedica o seu tempo a fazer trabalhos manuais com os nossos avós.
E não está lá uma hora, mas a tarde toda. Assim, sem correr, dá -lhes atenção, distribui carinho. Faz algo que não tem preço.
A Ana Paula terá certamente muito mais que fazer nos sábados à  tarde, mas decidiu dar o seu tempo para levar a felicidade a idosos que não lhe são nada.  Acredito que cada sorriso e abraço que recebe em troca lhe encham a alma. Todos os que dão gratuitamente, recebem em dobro.
E tenho a certeza, tal como o cronista, que o voluntariado sério e sem pretensão de reconhecimento externo não é um monte de tretas mas um dos mais fortes e belos compromissos que se podem assumir.
À Ana Paula, a quem já fiz questão de agradecer pessoalmente, a minha eterna gratidão e admiração.

LEIAM a crónica aqui.